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A procissão das serpentes

A cidade de Cucollo na Itália, tem uma singular tradição: a procissão das serpentes.

Este pequeno villarejo, com cerca de 3 centenas de habitantes, recebe milhares de turistas e fiéis  na festa de São Domingos (San Domenico) que veneram o santo, colocando serpentes ao redor da estátua em procissão.

Reza a lenda que o frade que viveu no século X, curava os moradores de mordidas de cobras da região de Abruzzo, infestada de serpentes venenosas, salvando assim os habitantes do lugarejo que se mantém minúsculo.

Porém no tempos atuais, a “salvação” ganha outra amplitude.

Os fiéis participam do tradicional evento religioso em busca da salvação de suas almas, dores ou aflições outras, buscando assim que San Domenico, faça o milagre.

O cenário, como comprova as fotos mescla tradição, religiosidade e imagens no mínimo curiosas, pois os fiéis carregam serpentes (obviamente não venenosas) nas mãos sem nenhum sentido de asco, muito comum nas pessoas em geral no trato com cobras, mesmo não sendo venenosas.

Sem contar que na cidade e nas redondezas a busca pelos répteis criam uma incomum “caçada” em busca do “adorno” da imagem.

Texto: Roberto Mangraviti
contato@sustentahabilidade.com.br

 

Outras informações sobre a cidade de Cucollo  – “Parlando di Italia

Na montanhosa região de Abruzzo a natureza selvagem e o folclore estão muito presentes. Escondido nos deslumbrantes cumes dos Apeninos, há um modo de vida que o mundo moderno desconhece. Crenças populares se perdem em um mundo de magia, bruxaria e encantos especiais, que vão desde lobisomens até às influências lunares.

Nessa região há muitas pessoas versadas na arte de premonição por sonhos e prática de medicina alternativa, como também muitos rituais pagãos que acompanham o casamento e a morte. E tudo isso tem uma origem muito antiga.

Os nativos da tribo Marsi, que viveram há 2.000 anos nos Apeninos também chamado de Colina dos Marsi, eram famosos por sua habilidade de encantar serpentes. Os Serpari, caçadores de serpentes que viviam naquela região, eram tidos em alta conta e foram usados para a limpeza das ruas da Roma antiga que eram infestadas de serpentes.

Os Marsi formulavam panacéias das cabeças de víboras e suas magias eram invocadas para curar picadas de serpentes venenosas. Na primavera, eles ofereciam um tributo de cobras vivas para deusa pagã Angitia, uma tradição que sobreviveu até a Idade Média.

Angitia era uma divindade Osci das cobras, da cura da magia, das ervas que curavam e deusa da profecia, sendo honrada em um templo no bosque à margem do Lago Fucinus que foi drenado após muitas inundações. Acredita-se que o nome Angitia esteja relacionado a doença ou desgraça e que ela tenha sido nomeada pela bruxa Medeia que conspirou contra Teseu, conforme a mitologia grega.

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Escrito por Roberto Mangraviti

Economista e Facility Manager em Sustentabilidade. Editor, diretor e apresentador do Programa Sustentahabilidade pela WEBTV. Palestrante, Moderador de Seminários Internacionais de Eficiência Energética, Consultor da ADASP- Associação dos Distribuidores e Atacadistas do Estado de São Paulo e colunista do site do Instituto de Engenharia de São Paulo.

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