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Grilos, percevejos etc … nossa alimentação do futuro?

Salgadinhos e alimentos a base de grilos e outros bichos, já compõe os hábitos de consumo de muita gente.

O motivo que as empresas passaram a investir neste novo conceito é muito simples.

Um “rebanho” de grilos criado em laboratório, consome 2.000 vezes menos água que um rebanho bovino, além de produzir 1 centésimo de gases de efeito estufa, sendo igualamente ricos em proteínas, vitaminas e sais minerais.

Veja abaixo as “dicas” da propaganda dos novos produtos Chirps

“Sabor  churrasco : levemente picante  uma sugestão  deliciosa.

Sabor Cheddar:  cheio de queijo que vai levar você até a lua.

E tem mais, Chirps é o primeiro chip  feito com uma mistura salgada de milho , feijão, sementes de chia e, claro, farinha de cricket. A maioria das batatas fritas são apenas carboidratos, mas Chirps é cheio  de nutrientes, proteínas e fibras, com 30% menos de gordura do que chips regulares e livre de glúten.

 

https://chirpschips.com/

Então caro leitor, quando que poderíamos imaginar esta mudança de conceito?

Interessante notar que o insumo “água” e seus custos de produção e distribuição,  é um dos motivos fundamentais que orientou as pesquisas de produção, desenvolvidas em Harvard, para conduzir a indústria neste novo conceito de alimento pronto.

Em meados do século passado questões ligadas a sustentabilidade jamais, conduziriam mudanças na indústria e no comportamento dos consumidores.

A praticidade e questões de higiene eram temas muito mais relevantes na cabeça do consumidor.

Desta forma a indústria da alimentação recebou invstimentos maiores e assim as antigas donas de casa dos anos 60, deixaram de bater de forma incansável gemas de ovos de galinha, para produzir maionese, afinal elas poderiam ser consumidas  em potes, certo?

Ou no campo da higiene e  praticidade, as mães dos bebês passaram a adquirir fraldas descartáveis, sem nenhuma preocupação com o impacto ambiental.

E o mesmo fenômeno ocorreu com os absorventes femininos, que geram o mesmo problema nos aterros sanitários, pois também são de difícil decomposição.

Enfim, as mudanaças aconteciam pela necessidade prática.

Agora as motivações por mudanças, começam a trilhar outros caminhos.

Portanto, comer grilo moído não parece preocupar ninguém, afinal  certamente as pesquisas de mercado indicaram que mastigar farinha de insetos não traria  problema algum na cabeça do consumidor.

E você, caro leitor,  já elegeu seu sabor predileto ?

 

http://sustentahabilidade.com.br/logica-mundial/

 

 

Texto: Roberto Mangraviti
contato@sustentahabilidade.com.br

 

 

 

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Escrito por Roberto Mangraviti

Economista e Facility Manager em Sustentabilidade. Editor, diretor e apresentador do Programa Sustentahabilidade pela WEBTV. Palestrante, Moderador de Seminários Internacionais de Eficiência Energética, Consultor da ADASP- Associação dos Distribuidores e Atacadistas do Estado de São Paulo e colunista do site do Instituto de Engenharia de São Paulo.

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