in ,

A matemática do crime organizado alertada pelo Corona.

Morrem no Brasil, cerca de 5.500 pessoas por mês assassinadas, afinal em 2017 registramos 63.880 mortes violentas, ou seja cerca de 165 por dia. Em 2016, o Brasil já havia alcançado a marca “histórica” de 62.517 homicídios, segundo informações do Ministério da Saúde. Por outro lado, a coluna “Bem Estar” do G1, título que mostra um “curioso” ato falho do site, informa que lamentavelmente atingimos 241 mortes pelo Coronavírus,  em Março, representando 8 (oito) pacientes levados a óbito, por dia. Informa ainda a matéria, que temos 6.386 casos confirmados, ou seja 1 ⁄ 100 (um centésimo) da população carcerária do país. Portanto temos nas penitenciárias 100 vezes mais detidos que nos hospitais pelo Covid.

E aqui não estamos minimizando as necessárias atitudes sanitárias que se fazem necessárias, quer seja isolamento, investimentos etc etc. Mas questionando o Congresso, por que não causa indignação exemplar esta situação que perdura há décadas e décadas no país?

Qual o motivo que levam congressistas a tratarem uma situação tão absurdamente dramática, que devora vidas e o equilíbrio emocional do país, como uma simples “gripezinha”?

Para piorar esse descalabro social, neste momento, entidades variadas solicitam a soltura de criminosos (temos 700 mil presos) que não estão detidos porque um síndico de edifício reclamou da música alta do vizinho neste último domingo. Não, não … mas obviamente por serem assassinos, traficantes ou formadores de quadrilha.

Segundo os organizadores do estudo, produzido pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) e o Fórum Brasileiro de Segurança Pública de 2017, as despesas com segurança pessoal e segurança pública equivalem a cerca de 6% do PIB contra 8% na Saúde (1). Sendo assim gasta-se por ano, com segurança, a astronômica cifra de R$ 400 bilhões, lembrando que até o momento o Ministério da Saúde, gastou miseráveis 0,25% deste valor com respiradores… ou seja nada!

“Curiosamente”, o Covid tem nos ensinado que “ausência de bandidos” nas ruas, praticamente zera a criminalidade. E que bandidos “presos” dentro de casa também não assaltam… uma descoberta e tanto para o Congresso. Mais ainda, que Polícia, Exército e servidores envolvidos com Segurança Pública, em geral, são pessoas de bem em nada diferentes dos demais cidadãos. Afinal, os mesmos tem suprido os Bancos de Sangue com doação, além de outras atitudes exemplares no meio dessa crise.

Portanto é chegada a hora de uma INDIGNAÇÃO PANDÊMICA da sociedade, diante de David Alcolumbre e Rodrigo Maia, além de utilizarmos os meios legais diante do STF para pressioná-los sobre prisão em segunda instância.

Pois, ou consideramos os números de assassinatos no Brasil e do crime em geral, como: astronômicos, elevados, altos, altíssimos, absurdos, exagerados, exorbitantes, gigantescos, colossais, enormes, desmedidos e abusivos. Ou teremos que dar razão absurda à Bolsonaro, diante da tola expressão em classificar a crise do coronavírus como uma “gripezinha.”

E finalizando para a “galera” que vive descendo a lenha de forma generalizada na Polícia, vale aqui uma lembrança: estudar Matemática e Estatística ajuda entender as coisas, especialmente o Brasil.

Texto: Roberto Mangraviti
contato@sustentahabilidade.com.br

(1) Atualmente, o Gasto Total em Saúde no Brasil é de cerca de 8% do PIB; 4,4% do PIB é de gastos privados (55% do total) e 3,8% PIB de gastos públicos (45% do total). Os dados são do Relatório “Aspectos Fiscais da Saúde no Brasil”, publicado pelo Banco Mundial no final de 2018.

O que você acha?

Escrito por Roberto Mangraviti

Economista e Facility Manager em Sustentabilidade. Editor, diretor e apresentador do Programa Sustentahabilidade pela WEBTV. Palestrante, Moderador de Seminários Internacionais de Eficiência Energética, Consultor da ADASP- Associação dos Distribuidores e Atacadistas do Estado de São Paulo e colunista do site do Instituto de Engenharia de São Paulo.

Religião diminuí o crescimento econômico?

Paulo Azevedo e SustentaHabilidade promovem “Live” para acolhidos das ruas de São Paulo.

Paulo Azevedo e SustentaHabilidade promovem “Live” para acolhidos das ruas de São Paulo.