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Ana Paula Rosa Castelvi – Campeã Brasileira em salto

5 Minutos Entrevista, Ana Paula Rosa Castelvi, atleta paraolímpica deficiente visual, de 20 anos de idade, Tri Campeã Brasileira em salto em distância,  corrida de 100 e 200 metros.

 

1.Quando você adquiriu a deficiência visual e de que forma este fato a levou à prática esportiva ?

Minha deficiência é de nascença. Com o passar do tempo o problema foi se agravando e hoje tenho cerca de 10% de visão. Contudo o que me levou ao atletismo foi o falecimento de minha mãe. Este fato me abalou muito psicologicamente e para que eu não entrasse em depressão, fui correr.

 

2.Quando isto aconteceu e onde você iniciou seus treinamentos. ?

Sou nascida em Sete Quedas (MS), porém morávamos em Dourados(MS) quando em 2007, ou seja quando eu tinha 13 anos ocorreu o falecimento. Iniciei minha carreira num clube local da cidade e comecei a me destacar rapidamente. Tão logo iniciei minha carreira já obtive o meu primeiro título brasileiro.

 

3.Além de tricampeã brasileira, que outros resultados você pode destacar ?

Em 2009 fui medalha de prata do Parapanamericano de Bogotá (Col) dos 200 e 400 metros .

 

4.Quais são seus plano para o futuro ?

Meu maior objetivo é obter uma medalha nas Paraolimpíadas de 2016 em meu país. Para que isto aconteça, me mudei em 2013 para São Paulo, graças ao patrocínio da AFIP – Associação de Fundo de Incentivo à Pesquisa e com o auxílio de meu treinador Edelson Moreira da Silva. Hoje já possuo índices paraolímpicos para participar da competição no Rio de Janeiro em 2016. Porém preciso evoluir ainda mais e  dobrar minha carga horária de treinamentos e para isto necessitarei de outros patrocinadores, de materiais esportivos, entre outros.

 

5.Que mensagem você gostaria de deixar ao internauta?

Quero inicialmente agradecer muito ao meu patrocinador AFIP , por apoiar-me aqui em São Paulo, nesta nova fase da minha carreira. Aproveitar e dizer aos empresários brasileiros que nossos atletas paraolímpicos são verdadeiros campeões como as medalhas obtidas têm comprovado. As verbas que necessitamos são mínimas quando comparadas a outros esportes, portanto patrocinar um atleta paralímpico nacional, especialmente quando ocorrerá uma Olimpíada no Rio de Janeiro, é levar o nome de uma empresa, para o mundo todo, ou seja uma oportunidade única  que talvez jamais se repetirá.

 

O que você acha?

Escrito por Roberto Mangraviti

Economista e Facility Manager em Sustentabilidade. Editor, diretor e apresentador do Programa Sustentahabilidade pela WEBTV. Palestrante, Moderador de Seminários Internacionais de Eficiência Energética, Consultor da ADASP- Associação dos Distribuidores e Atacadistas do Estado de São Paulo e colunista do site do Instituto de Engenharia de São Paulo.

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